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Rondônia

Polícia 17/10/2018 21:37 Fonte: G1/RO

Polícia conclui que Katsumi Ikenohuchi pagou para planejar assassinato de Chico Pernambuco

Réu é primo do atual prefeito de Candeias do Jamari, Luis Ikenohuchi. Julgamento acontece na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho desde às 8h50 desta quarta-feira (17).

Durante testemunho no julgamento de Katsumi Ikenohuchi, acusado de ter mandado matar a tiros o ex-prefeito de Candeias do Jamari, Chico Pernambuco, em março de 2017, a delegada responsável pelo caso, Keity Mota, declarou que o réu deu dinheiro para que Marcos Ventura planejasse o crime.

Informou ainda que a motivação do assassinato foi porque Chico prometeu um cargo público ao réu assim que fosse nomeado prefeito, mas não permitiu que isso acontecesse. 

"Esclareceu-se que Marcos gerenciou o dinheiro passado por Katsumi para orquestrar a morte de Chico, chamando os outros envolvidos para participar", disse.

A delegada foi a segunda testemunha a ser ouvida pela juíza Juliana Brandão durante o julgamento, que acontece na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho desde às 8h50 desta quarta-feira (17). Antes dela, um médico interino do Instituto Médico Legal (IML) depôs.

O corpo de jurados é formado por sete pessoas – seis homens e uma mulher. Até o momento, sete testemunhas de 13 já foram ouvidas.

Julgamento de Katsumi começou na manhã desta quarta-feira (17). — Foto: Ana Carolina/TJ-RO 

Marcos já foi condenado pelo assassinato do ex-prefeito em junho deste ano. Ele pegou a 14 anos e seis meses de reclusão. Outras cinco pessoas envolvidas no crime também foram condenadas.

Nesta semana, a Polícia Civil confirmou que o atual prefeito de Candeias, Luis Ikenohuchi, também é investigado no caso. Os aparelhos celulares dele e da primeira dama foram apreendidos pela Polícia Civil como parte das investigações.

Luis é primo de Katsumi. A nossa reportagem conversou com o advogado do prefeito sobre ele ser investigado. Em resposta, informou que Luis Ikenohuchi é inocente e que ele não tem qualquer relação com o caso. Disse ainda que "as apurações policiais são prematuras".

Luis Ikenohuchi, atual prefeito de Candeias do Jamari. — Foto: Reprodução/Facebook 

Como começaram as investigações?

Conforme a delegada, um informante, que preferiu não se identificar, disse à polícia que o suposto mandante do crime seria uma pessoa chamada Katsumi.

O crime aconteceu na noite do dia 18 de março de 2017, um sábado. Dois dias depois, Keity contou que o chefe da Delegacia de Homicídios da cidade a chamou dizendo que a mesma pessoa que denunciou Katsumi para ela ligou novamente falando que era mesmo o réu. Deu ainda outros dois nomes: Loirinho e Marcos – que estaria envolvido com tráfico de drogas em Porto Velho.

Na quarta-feira daquela semana, o denunciante disse que a polícia deveria ir a um sítio em Porto Velho para capturar o autor dos disparos contra Chico, a arma e parte do dinheiro resultante do crime.

Veículo em que o prefeito estava quando foi morto a tiros na noite de sábado. — Foto: Toni Francis/G1 

Nesse local, a polícia conseguiu encontrar Marcos Ventura, uma arma calibre 38, R$ 4 mil em espécie e drogas. Aos policiais, o agora apenado disse que o dinheiro seria resultado de um arrendamento de terras e que os entorpecentes eram para uso pessoal.

Questionado sobre onde estaria na noite do crime, Ventura respondeu que tinha ido a um motel com a esposa.

A polícia foi atrás da mulher para confirmar a informação. Segundo Keity, ela se escondeu das autoridades, chegando a pedir a um vizinho que dissesse que ela não estava em casa. A delegada contou ainda que a mulher se encontrou com Katsumi dias após o assassinato.

Nove dias depois do assassinato de Chico Pernambuco, Katsumi disse em conversa com Marcos que ele não gostava de ficar preso em casa e que ele estava naquela situação por causa de Marcos.

Por isso, as investigações concluíram que Marcos orquestrou o crime em Porto Velho, juntando os envolvidos com o dinheiro repassado por Katsumi. 

Qual foi a motivação do crime?

Keity Mota contou à juíza Juliana Brandão que Chico Pernambuco estaria dificultando o acesso da família do vice-prefeito a cargos e nomeações de vagas na prefeitura.

O levantamento da polícia, segundo ela, mostrou que a vítima não tinha dinheiro para se lançar na campanha e que, por isso, teria se aliado à família Ikenohouchi para obter patrocínio, prometendo cargos importantes em troca.

Katsumi Ikenohuchi teria dado dinheiro a Marcos Ventura para planejar assassinato. — Foto: Divulgação

 A delegada contou também que Henrique Ribeiro, um dos condenados de participação no crime, chegou a afirmar em depoimento que Katsumi estava cobrando agilidade na morte de Chico "porque também estava sendo cobrado por terceiros". Henrique foi condenado a 13 anos recluso e cinco meses detido.

Chico Pernambuco foi morto em março de 2017. Sete pessoas foram apontadas na investigação como suspeitas do crime.


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