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Mato Grosso

Polícia 15/06/2018 20:52 Fonte: Olhar Direto

Após polêmica, Politec realiza perícia para determinar velocidade de carro de médica que matou verdureiro

O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais do estado acusou que a empresa que realizou a segunda perícia teria plagiado um laudo de 2014. Entenda!

A Perícia Oficial e Identificação Médica (Politec) realizou na madrugada desta sexta-feira (15) uma perícia na Avenida Miguel Sutil em Cuiabá, para calcular a velocidade do Jeep Compass, conduzido pela médica Letícia Bortolini no dia do acidente que matou o verdureiro Francisco Lucio Maia no último dia 14 de abril. Os trabalhos duraram cerca de três horas.

Segundo informações da Politec, foram realizados os trabalhos da perícia de áudio e vídeo com uma nova metodologia para cálculo de velocidade. Os peritos chegaram ao local por volta de 1h e finalizaram as apurações já por volta das 4h. Ainda de acordo com a Politec, os trabalhos foram realizados nesta madrugada porque houve necessidade no decorrer da perícia.

Laudo polêmico

Um primeiro laudo da Politec apontava que o verdureiro estava embriagado e que a velocidade de impacto do veículo seria de 30 km/h. O delegado titular da Deletran, Christian Cabral, após receber o laudo, questionou as informações contidas nele.

“O documento também confirma o envolvimento do Jeep Compass conduzido por Letícia Bertolini no acidente e aponta todavia, paradoxalmente, que referido veículo estaria em velocidade estimada de cerca de 30 km/h, quando do acidente”, explicou o delegado.

Por meio de nota, a Politec depois se manifestou dizendo que não foi possível determinar a velocidade exata do veículo Jeep Compass que vitimou o verdureiro Francisco Lucio Maia, e que a velocidade apontada seria a velocidade mínima de danos no momento da colisão.

Um novo laudo, realizado pela empresa Forense Lab, solicitado pelo delegado Christian Cabral, apontou que o veículo trafegava em velocidade acima de 95 km/h.

"Diante das recentes discussões acerca da velocidade provável do veículo automotor causador do acidente automobilístico que culminou no óbito, a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, na busca da verdade real, solicitou a um laboratório independente um parecer técnico acerca do assunto", explicou Christian.

O Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) concedeu uma entrevista coletiva no último dia 11 e acusou a empresa Forense Lab de ter plagiado um laudo de 2014, de um caso ocorrido em Sapezal (529 quilômetros de Cuiabá), e utilizado seus dados neste laudo do caso do verdureiro. A categoria pretende ir ao Ministério Público Estadual (MPE) para fazer representação pela suposta cópia.

Ludmila Rodrigues, administradora da Forense Lab, explicou ao Olhar Direto que “criaram todo este teatro para falar que o laudo foi plagiado, sendo que a metodologia utilizada é feita para quando você não faz a medição no local. É uma das melhores metodologias existentes para poder quantificar a velocidade sem estar no local. É utilizada por vários peritos, não há o que se falar em plagio. Além disto há a lei federal nº 9.610, de 1998, que versa sobre isto”.

O delegado Christian Alessandro Cabral, titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), ainda registrou um boletim de ocorrências no dia 12, denunciando o vice-presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) por calúnia e difamação após declarações dadas durante a coletiva de imprensa do sindicato.

O caso

Um homem de 48 anos identificado como Francisco Lucio Maia, morreu na noite do dia 14 de abril, após ser atropelado pela médica Letícia Bortolini, 35, na Avenida Miguel Sutil, região do bairro Cidade Verde, em Cuiabá. Letícia estava em um Jeep Compass, com o marido, e ambos fugiram sem prestar socorro à vítima. Na mesma noite, ela acabou sendo presa e encaminhada ao Cisc Planalto, mas acabou sendo solta.

A família do verdureiro se manifestou diversas vezes, indignados com o caso. Durante o depoimento do marido de Letícia, as filhas de Francisco confrontaram a ele e à sua defesa. A médica se recusou a prestar depoimento e afirmou que falará sobre o caso somente à Justiça.


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